— Qual o seu problema? — Perguntei a mim mesma.
Qual o meu problema não, me desculpe. Quais os meus problemas, eu quis dizer. Complicados, enormes, tantos. Fica difícil enxergá-los separadamente por serem inúmeros. Familiares, amorosos, pessoais. Nunca nada estava bem, entende? É como se nada pudesse ficar em seu devido lugar, pelo menos por um dia que fosse.Problemas, eles sempre existiam. Mas por que? Eu simplesmente não conseguia entender. E a resposta para tudo isso, aonde estava? Eu não sabia a quem buscar, a quem recorrer […] Mas e se todos esses problemas fossem apenas coisa da minha cabeça? Claro, nada nunca está perfeito, mas será que tantos problemas assim seriam apenas problemas que eu queria enxergar ao invés de simplesmente não dar importância? Me parecia, às vezes, que eu não gostaria que estivesse tudo bem, que precisasse de algo fora do lugar. Me perguntei de novo:
— Qual o seu problema?
E dessa vez respondi:
— Eu mesma
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