quinta-feira, 13 de dezembro de 2012


“Um foda-se na ponta da língua - sem economizar grosserias. Tô cansado de poupar essas pessoas que não se esforçam o mínimo pra me poupar de absolutamente nada. Anota aí ‘estúpido’ na sua lista de julgamentos, que é pra você ter argumentos da próxima vez que quiser jogar tudo na minha cara. Chocado? Acontece. Sou muitos e todos eles são exigentes de mais, críticos de mais… Já enlouqueço muito bem sem a sua ajuda - Obrigado! Sou puxado, como um imã, pra essa gente escrota, estranha, pequena, mal resolvida, que acha que tem o direito de dar opinião em tudo, de me cobrar em tudo, de me botar sempre pra baixo pra se sentir por cima. Quero toda distância possível de gente que se joga nos outros pra descansar, esse povo que suga a vida do outro pra tentar se sentir menos vazio. Eu tô aqui de pé, forte, e vai ser sempre assim. De vez em quando eu posso fraquejar, mas pra me fazer cair tem que ser muito mais forte que eu, coisa que vocês nunca serão. Ninguém de mentira tem capacidade de derrubar alguém de verdade, as tentativas andam até me divertindo. Continua brincando de me querer feliz, de me querer bem, e puxando o tapete de todo mundo. Só não me tira como idiota. Decora teu texto e diz do modo mais convincente que você conseguir pra qualquer um, mas me poupa. Porque eu sei muito bem o que você quer de mim, e esse teu ar de sou-tão-esperto me ofende e eu ando sem paciência. Meu saco virou pó pra toda essa gentinha. E quer saber, eu tenho uma puta alergia.”
— Michael Letto

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