quarta-feira, 1 de agosto de 2012



Então eu pude decifrar teu gosto enquanto nos beijavámos. Tens gosto de cigarro e de café. Um gosto bom. Um cheiro bom que é capaz de ficar na minha pele por horas e horas. Possui algo diferente que não vou encontrar em mais ninguém. Ou sou eu que não tenho olhos para mais ninguém? Talvez.
Talvez eu goste tanto de você que seja capaz de ficar apenas te filmando um dia inteiro, um mês inteiro, um ano inteiro, uma vida inteira se possível fosse. Eu te olho e sinto vontade de te beijar, de te namorar, noivar, casar, ter um, dois, três filhos. Sinto vontade de ficar ao teu lado pra sempre.
De te fazer feliz, te libertar de tudo o que lhe faz mal, te proteger do escuro, da chuva, da morte, da vida, desse meu jeito vulneravel metido à forte. Tenho vontade de te segurar pelo braço e não te deixar ir e ao mesmo tempo deixar que vá, para que, quando eu menos esperar, você volte.
Mas temo que não voltes, que minha intensidade te sufoque e te faça mal, quando tudo o que eu mais quero é lhe fazer feliz. Tenho vontade de gritar pro mundo e pra você ouvir que a gente se encaixa, se completa, que a gente se ama e não vai se separar.
Que eu vou me entregar a você e só a você, que minh’alma faz par com a tua e que elas vão dançar juntas por toda uma eternidade. Que eu e somente eu sou capaz de te fazer feliz e que nada e nem ninguém vai me impedir disso.
E que quando a gente se beija o mundo para pra nos observar. E que quando vais embora tenho a sensação de que uma parte minha vai contigo. Uma parte tão importante que nem preciso dizer qual é.
               

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