Eu conheço pessoas seriamente amarguradas que, no entanto, estampam sorrisos permanentes em seus rostos. São admiráveis. Isso não é bem fingimento, é forma de conduta para tentar jogar pra longe a pressão da infelicidade, e têm razão: se a gente for ceder ao sofrimento e se estregar, tudo estará perdido.
É preciso fingir, é preciso tentar enganar o azar, um dia acaba esta pindaíba e a gente consegue se livrar dessas encrencas.
Paulo Sant’Ana
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