terça-feira, 29 de janeiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
"Não há quem não feche os olhos ao cantar a música favorita. Não há quem não feche os olhos ao beijar. Não há quem não feche os olhos ao abraçar. Fechamos os olhos para garantir a memória da memória. É ali que a vida entra e perdura, naquela escuridão mínima, no avesso das pálpebras. Concentramo-nos para segurar a dispersão, para segurar a barca ao calor do remo. O rosto é uma estrutura perfeita do silêncio. Os cílios se mexem como pedais da memória. Experimenta-se uma vez mais aquilo que não era possível. Viver é boiar, recordar é nadar."
Fabrício Carpinejar.
É pegar ou largar. É comer frio ou passar fome. É andar na chuva ou perder o espetáculo. É pagar caro ou nunca ter. É ver mais ou menos do que sequer ver. É imprevisão ou tédio. É água quente ou sede. É saber pela metade ou nunca descobrir. É uma porção ou nenhum fatia. É isso ou aquilo, você precisa parar de escolher tanto como se tivesse mil opções quando, na verdade, o amor, aquele desgraçado, é exatamente isso: pegar ou largar.
— Camila Costa.
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